segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Soy una Mujer, Sapiente,
Observandote desde el alto aire
Que me caarreegas, my Litle rabit...
Soy una robert, hopert, saruê.
Te quiero en mis pellos, sin espejos
Que nosndespieten rojos.
Sin accidentes de percurso,
Sin calafrios biertos, reina polictica
Anarchesta sin razón, razionable
Religiossa, me rindo a ti siempre
Que pidesme de abiertos braxos.
Pero usted nom pierra, pide canabrava
Sin lagoar mys plantalonges.
No divides más tuyos pellos
A manera de tuyos tempos gloriosos,
Pues te faltam preocupaciones,
Te aposentas sin pension,
Eras lo más  pobrecitto,
Pero mio pobre canino.
Sugavames com langor
Pero jo te dividias, el pecho
Se no la vias, lo supe siempre.

sábado, 23 de julho de 2016

https://www.youtube.com/watch?v=IU_NzvctsyM

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Um país fraturado: Nossas elites preferem rifar a democracia e o Estado de Direito a diminuir as desigualdades
"... A noite anoiteceu tudo o mundo não tem remédio os suicidas tinham razão." ....
Havemos de amanhecer! O mundo se tinge com as tintas de antemanhã e o sangue que escorre é doce, de tão necessário para colorir tuas pálidas faces, aurora."
(C.D.A. 1939)

Na noite de quarta para quinta-feira desta semana, o Senado da República deu mais um passo para a consolidação do golpe parlamentar que pretende afastar definitivamente Dilma Rousseff do cargo de Presidente da República. Trata-se do coroamento de um longo processo que se inicia com o questionamento ao resultado das eleições de 2014, feito pelos candidatos derrotados, e teve continuidade nas manobras legislativas que impediram a Presidente de governar; na instalação e condução do processo de impedimento conduzido pelo presidente da Câmara dos Deputados, hoje afastado por corrupção; no espetáculo vergonhoso de votação do processo na Câmara; na recusa do Supremo Tribunal Federal em assumir sua função de defensor da Constituição e, finalmente, na cumplicidade de um Presidente do Senado também ameaçado de afastamento por corrupção.

Não bastasse tudo isso e o fato de contra a Presidente afastada não figurar qualquer acusação de corrupção ou de não se ter demonstrado que tenha cometido crime de responsabilidade, única condição prevista na Constituição para o impedimento de um Presidente da República, tudo isso foi realizado com o apoio de amplas parcelas da população, do Parlamento e, notadamente, do grande empresariado e da maioria esmagadora dos meios de comunicação.

Frente a isso, houve uma reação organizada dos movimentos sociais, de ativistas, políticos e intelectuais que sempre estiveram na defesa da democracia e do Estado de Direito. E não apenas isso. A reação ao golpe reuniu, sobretudo, aqueles que lutam por um país mais justo e menos desigual. Na verdade, essa é a senha fundamental para entendermos tudo que acontece hoje no país. O que se pretende encobrir com a fumaça do combate à corrupção é a recusa despudorada de nossas elites a qualquer tentativa de diminuir a vergonhosa desigualdade que marca a sociedade brasileira.

Todo o processo de impedimento conduzido pelo Parlamento, com o expressivo apoio das camadas médias, do grande empresariado e dos meios de comunicação, representa um desnudamento da sanha predatória e autoritária de nossas elites em relação às nossas riquezas e ao conjunto da população.

O país não está, hoje, mais dividido do que sempre esteve. O que há de diferente, hoje, é o desnudamento da aversão de nossas elites a aceitarem as mínimas conquistas sociais e a sua capacidade de tudo sacrificar em defesa de seus mais sórdidos interesses. É também diferente a recusa dos militares, apesar de ostensivamente convocados, a assumir algum protagonismo no golpe, impôs a necessidade de que os arautos do autoritarismo e do Estado de Exceção dessem as caras. E essas caras nos são bem conhecidas deste há muito!

Junto com o Governo Temer, que muito temos a temer, assume o que há de pior da política brasileira. Seu projeto de governo, a tal Ponte para o Futuro, aponta, na verdade, para o mais obscuro passado. As reformas pretendidas e anunciadas, se exitosas, significarão um ataque frontal ao pouco, muito pouco, que conquistamos nas últimas décadas. Dos direitos sociais e políticos às políticas de reconhecimento, tudo está em questão para Temer e seus apoiadores. É preciso, para eles, liberar a sociedade do Estado e, se possível, daqueles setores que lutam a favor de mais direitos, das garantias sociais e militam pela maior igualdade.

Se sob a fumaça do combate à corrupção vicejam a manutenção das desigualdades, a desfaçatez política, o autoritarismo, o pouco apreço pela ordem democrática, o ataque aos direitos e às diferenças será preciso, mais uma vez, reunir energias e mobilizar o melhor de nossas tradições para defender árduas conquistas. Essa é a nossa responsabilidade e o tempo é agora!

FONTE: Editorial Pensar a Educação Pensar o Brasil


domingo, 15 de maio de 2016

PEQUENA DESPEDIDA



Para Maurício Fuzari dos Reis


Meu avô foi pras estrelas...
ver a Lua mais de perto,
talvez me mande um pedaço
desse queijo gigantesco...

Talvez lá beba um conhaque
pra relaxar a garganta
já cansada de vender
doçuras intergalácticas...

Se chegou por lá com fome
tomara que a Ele sirvam
um dos pratos que mais gosta:
um bom frango com polenta...

E depois numa nuvem fofa
coberto de flores vivas
tire ele um sono tranquilo
sem ter horas pra acordar...

sábado, 14 de maio de 2016

Não deixe se
perder nem
se desconhecer
não deixe nunca
teus sonhos
morrerem,
nem o vento
                 levá-los...
O único que não deveria
nunca te abandonar
é você Mesmo:
Te amo, sua mãe
Dulcilinda!
Ó minha bela Dulcinéa
sou seu quixote de andrade
viniciando pra você
bilhete lindo mãezinha!
Também te amo!
Projeto: Vou de Skate Para a Escola ou Skate em Nome da Paz (provisório)

Objetivo: proporcionar aos alunos com a prática deste esporte tão marginalizado pela sociedade em um ambiente saudável e de aprendizado

Problematização:
A prática do skate sempre foi vista com maus olhos pelas sociedades onde floresce, desde seu inicio quando skatistas californianos aproveitavam as piscinas vazias para “surfar no cimento”, adentrando residências, fugindo dos representantes da lei após denúncias sobre estes atos. No Brasil, e em Poços de Caldas, em particular, este esporte é sempre relacionado ao uso de drogas, no que diz respeito ao senso comum, principalmente. Buscaremos questionar esta associação automática, este estereótipo, uma vez que para que um atleta tenha um bom rendimento no esporte é necessário cuidados com a saúde, tanto física quanto mental, o que é incompatível com a imagem que temos de drogadictos, viciados em substâncias psicoativas, dependentes extremos do uso destas. Queremos desmistificar tal idéia, uma vez que entre nossos alunos, mesmo os mais novos, existem praticantes deste esporte e que merecem um ambiente livre e saudável, assim como aqueles que vierem a iniciar a prática do skate na escola.

Definição do Tema/ Problema:
Nossa escola tem sofrido com sérios problemas no momento atual, situação esta que temos esperanças que mude o quanto antes. Diversos projetos estão se iniciando inseridos em um projeto maior: Cidadão em busca da paz, aprovado pelo poder público e pelos integrantes da comunidade escolar. Este, propõe se inserir neste contexto de ações positivas, buscando apresentar a prática do skate, já conhecido por muitos alunos.
Como praticante deste esporte, posso relatar quantas amizades e aprendizados obtive com ele, tanto que ainda o pratico esporadicamente. Um exemplo disto são as competições em que estive presente, em que cada participante sempre está torcendo para que o competidor ao seu lado consiga as manobras mais difíceis, para comemorar e tentar superá-lo, superando assim a si próprio. Somente este exemplo já bastaria para justificar tal projeto, mas vai além disto, tendo em vista a proposta de execução que será elaborada em seguida.

Justificativa / Execução
Tendo em vista o apreço de jovens e adolescentes, mas, não só destes, por atividades físicas e, em nosso caso específico, a prática de esportes, propomos incentivar a prática do skate como meio de socialização e exercício.

A proposta de trabalho é uma organização e execução participativa, ou seja, buscando envolver o maior número de atores sociais quanto for possível. Começando pela construção de rampas e obstáculos necessários à prática do esporte, que se propõe que sejam construídos pelos alunos, professores, pais/responsáveis, enfim, todos aqueles que se disporem. Quanto ao material esportivo necessário, propomos buscar apoio e patrocínio, seja através do modelo de financiamento coletivo à disposição na internet, mas também através de contato com empresas fabricantes de peças, atletas patrocinados, e todas possibilidades mais que pudermos alcançar.  

sábado, 30 de julho de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

AFINIDADE A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. O mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido. Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo sobre o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade. Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavra. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar. Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar. Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar. Só entra em relação rica e saudável com o outro, quem aceita para poder questionar. Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar, não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é. E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso. Isso é afinidade. Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona. Questionamento de afins, eis a (in)fluência. Questionamento de não afins, eis a guerra. A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele. Independente dele. A quilômetros de distância. Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar. Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar, por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos. Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos, veremos ou falaremos. Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem para buscar sintomas com pessoas distantes, com amigos a quem não vemos, com amores latentes, com irmãos do não vivido? A afinidade é singular, discreta e independente, porque não precisa do tempo para existir. Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu o vínculo da afinidade! No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação exatamente do ponto em que parou. Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas nem pelas pessoas que as tem. Por prescindir do tempo e ser a ele superior, a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente. Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós, para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes. Sensível é a afinidade. É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido. Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau, porque o que define a afinidade é a sua existência também depois. Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir restituir o clima afetivo de antes, é alguém com quem a afinidade foi temporária. E afinidade real não é temporária. É supratemporal. Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta, ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade. A pessoa mudou, transformou-se por outros meios. A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas, plantios de resultado diverso. Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças, é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas, quantos das impossibilidades vividas. Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou, sem lamentar o tempo da separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado. Artur da Távola

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dá-me a tua mão, eu não me importarei com a distância a ser percorrida.