Soy una Mujer, Sapiente,
Observandote desde el alto aire
Que me caarreegas, my Litle rabit...
Soy una robert, hopert, saruê.
Te quiero en mis pellos, sin espejos
Que nosndespieten rojos.
Sin accidentes de percurso,
Sin calafrios biertos, reina polictica
Anarchesta sin razón, razionable
Religiossa, me rindo a ti siempre
Que pidesme de abiertos braxos.
Pero usted nom pierra, pide canabrava
Sin lagoar mys plantalonges.
No divides más tuyos pellos
A manera de tuyos tempos gloriosos,
Pues te faltam preocupaciones,
Te aposentas sin pension,
Eras lo más pobrecitto,
Pero mio pobre canino.
Sugavames com langor
Pero jo te dividias, el pecho
Se no la vias, lo supe siempre.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Um país fraturado: Nossas elites
preferem rifar a democracia e o Estado de Direito a diminuir as desigualdades
"... A noite anoiteceu tudo o
mundo não tem remédio os suicidas tinham razão." ....
Havemos de amanhecer! O mundo se tinge
com as tintas de antemanhã e o sangue que escorre é doce, de tão necessário
para colorir tuas pálidas faces, aurora."
(C.D.A. 1939)
Na
noite de quarta para quinta-feira desta semana, o Senado da República deu mais
um passo para a consolidação do golpe parlamentar que pretende afastar
definitivamente Dilma Rousseff do cargo de Presidente da República. Trata-se do
coroamento de um longo processo que se inicia com o questionamento ao resultado
das eleições de 2014, feito pelos candidatos derrotados, e teve continuidade
nas manobras legislativas que impediram a Presidente de governar; na instalação
e condução do processo de impedimento conduzido pelo presidente da Câmara dos
Deputados, hoje afastado por corrupção; no espetáculo vergonhoso de votação do
processo na Câmara; na recusa do Supremo Tribunal Federal em assumir sua função
de defensor da Constituição e, finalmente, na cumplicidade de um Presidente do
Senado também ameaçado de afastamento por corrupção.
Não
bastasse tudo isso e o fato de contra a Presidente afastada não figurar
qualquer acusação de corrupção ou de não se ter demonstrado que tenha cometido
crime de responsabilidade, única condição prevista na Constituição para o
impedimento de um Presidente da República, tudo isso foi realizado com o apoio
de amplas parcelas da população, do Parlamento e, notadamente, do grande
empresariado e da maioria esmagadora dos meios de comunicação.
Frente
a isso, houve uma reação organizada dos movimentos sociais, de ativistas,
políticos e intelectuais que sempre estiveram na defesa da democracia e do
Estado de Direito. E não apenas isso. A reação ao golpe reuniu, sobretudo,
aqueles que lutam por um país mais justo e menos desigual. Na verdade, essa é a
senha fundamental para entendermos tudo que acontece hoje no país. O que se
pretende encobrir com a fumaça do combate à corrupção é a recusa despudorada de
nossas elites a qualquer tentativa de diminuir a vergonhosa desigualdade que
marca a sociedade brasileira.
Todo
o processo de impedimento conduzido pelo Parlamento, com o expressivo apoio das
camadas médias, do grande empresariado e dos meios de comunicação, representa
um desnudamento da sanha predatória e autoritária de nossas elites em relação
às nossas riquezas e ao conjunto da população.
O
país não está, hoje, mais dividido do que sempre esteve. O que há de diferente,
hoje, é o desnudamento da aversão de nossas elites a aceitarem as mínimas
conquistas sociais e a sua capacidade de tudo sacrificar em defesa de seus mais
sórdidos interesses. É também diferente a recusa dos militares, apesar de
ostensivamente convocados, a assumir algum protagonismo no golpe, impôs a
necessidade de que os arautos do autoritarismo e do Estado de Exceção dessem as
caras. E essas caras nos são bem conhecidas deste há muito!
Junto
com o Governo Temer, que muito temos a temer, assume o que há de pior da
política brasileira. Seu projeto de governo, a tal Ponte para o Futuro, aponta,
na verdade, para o mais obscuro passado. As reformas pretendidas e anunciadas,
se exitosas, significarão um ataque frontal ao pouco, muito pouco, que
conquistamos nas últimas décadas. Dos direitos sociais e políticos às políticas
de reconhecimento, tudo está em questão para Temer e seus apoiadores. É
preciso, para eles, liberar a sociedade do Estado e, se possível, daqueles
setores que lutam a favor de mais direitos, das garantias sociais e militam
pela maior igualdade.
Se
sob a fumaça do combate à corrupção vicejam a manutenção das desigualdades, a
desfaçatez política, o autoritarismo, o pouco apreço pela ordem democrática, o
ataque aos direitos e às diferenças será preciso, mais uma vez, reunir energias
e mobilizar o melhor de nossas tradições para defender árduas conquistas. Essa
é a nossa responsabilidade e o tempo é agora!
FONTE:
Editorial Pensar a Educação Pensar o Brasil
domingo, 15 de maio de 2016
PEQUENA DESPEDIDA
Para Maurício Fuzari dos Reis
Meu avô foi pras estrelas...
ver a Lua mais de perto,
talvez me mande um pedaço
desse queijo gigantesco...
Talvez lá beba um conhaque
pra relaxar a garganta
já cansada de vender
doçuras intergalácticas...
Se chegou por lá com fome
tomara que a Ele sirvam
um dos pratos que mais gosta:
um bom frango com polenta...
E depois numa nuvem fofa
coberto de flores vivas
tire ele um sono tranquilo
sem ter horas pra acordar...
sábado, 14 de maio de 2016
Projeto: Vou de Skate Para a Escola ou Skate em Nome da Paz
(provisório)
Objetivo: proporcionar aos alunos com a prática deste
esporte tão marginalizado pela sociedade em um ambiente saudável e de
aprendizado
Problematização:
A prática do skate sempre foi vista com maus olhos pelas
sociedades onde floresce, desde seu inicio quando skatistas californianos
aproveitavam as piscinas vazias para “surfar no cimento”, adentrando
residências, fugindo dos representantes da lei após denúncias sobre estes atos.
No Brasil, e em Poços de Caldas, em particular, este esporte é sempre
relacionado ao uso de drogas, no que diz respeito ao senso comum,
principalmente. Buscaremos questionar esta associação automática, este
estereótipo, uma vez que para que um atleta tenha um bom rendimento no esporte
é necessário cuidados com a saúde, tanto física quanto mental, o que é
incompatível com a imagem que temos de drogadictos, viciados em substâncias
psicoativas, dependentes extremos do uso destas. Queremos desmistificar tal
idéia, uma vez que entre nossos alunos, mesmo os mais novos, existem
praticantes deste esporte e que merecem um ambiente livre e saudável, assim
como aqueles que vierem a iniciar a prática do skate na escola.
Definição do Tema/ Problema:
Nossa escola tem sofrido com sérios problemas no momento
atual, situação esta que temos esperanças que mude o quanto antes. Diversos
projetos estão se iniciando inseridos em um projeto maior: Cidadão em busca da
paz, aprovado pelo poder público e pelos integrantes da comunidade escolar.
Este, propõe se inserir neste contexto de ações positivas, buscando apresentar
a prática do skate, já conhecido por muitos alunos.
Como praticante deste esporte, posso relatar quantas
amizades e aprendizados obtive com ele, tanto que ainda o pratico
esporadicamente. Um exemplo disto são as competições em que estive presente, em
que cada participante sempre está torcendo para que o competidor ao seu lado
consiga as manobras mais difíceis, para comemorar e tentar superá-lo, superando
assim a si próprio. Somente este exemplo já bastaria para justificar tal
projeto, mas vai além disto, tendo em vista a proposta de execução que será
elaborada em seguida.
Justificativa / Execução
Tendo em vista o apreço de jovens e adolescentes, mas, não
só destes, por atividades físicas e, em nosso caso específico, a prática de
esportes, propomos incentivar a prática do skate como meio de socialização e
exercício.
A proposta de trabalho é uma organização e execução
participativa, ou seja, buscando envolver o maior número de atores sociais
quanto for possível. Começando pela construção de rampas e obstáculos
necessários à prática do esporte, que se propõe que sejam construídos pelos
alunos, professores, pais/responsáveis, enfim, todos aqueles que se disporem.
Quanto ao material esportivo necessário, propomos buscar apoio e patrocínio,
seja através do modelo de financiamento coletivo à disposição na internet, mas
também através de contato com empresas fabricantes de peças, atletas
patrocinados, e todas possibilidades mais que pudermos alcançar.
sábado, 30 de julho de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
AFINIDADE
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Só entra em relação rica e saudável com o outro,
quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.
Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra.
A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
Independente dele. A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos, veremos ou falaremos.
Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem para buscar sintomas com pessoas distantes,
com amigos a quem não vemos, com amores latentes,
com irmãos do não vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente,
porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu
o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação
exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas
nem pelas pessoas que as tem.
Por prescindir do tempo e ser a ele superior,
a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,
para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.
É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau, porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.
Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir restituir o clima afetivo de antes,
é alguém com quem a afinidade foi temporária.
E afinidade real não é temporária. É supratemporal.
Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,
ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas,
plantios de resultado diverso.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças,
é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
quantos das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou,
sem lamentar o tempo da separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e
refletida do eu individual aprimorado.
Artur da Távola
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